sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Don't You Forget About Me


Como já sabemos, a vida é feita de momentos, sejam eles bons ou ruins, é isso que move a nossa história, no final, a única coisa que irá sobrar serão as nossas memórias desses momentos, o que podemos chamar de “nostalgia”, que basicamente é uma redenção da saudade de tempos que não irão voltar, seja a sua infância, escola ou aquele desenho do Pica-Pau do capeta que passava todas as manhãs, mas aqui irei focar em um tipo específico de nostalgia, a de amigos que você perdeu contato.

Já escrevi anteriormente sobre o prazo de validade das amizades, e também já mencionei lá que perder contato é uma conseqüência da vida, afinal, cada um tem que viver a sua, mas na realidade isso pode até ser deprimente, pois você realmente gostaria de manter amizade para o resto da vida daquele melhor amigo que você conheceu no ensino médio ou até mesmo aquela namorada legal que você teve no início da adolescência.

Psicologicamente falando, no fundo é difícil para aceitarmos o fim de uma boa amizade por perda de contato, ainda mais se já for duradoura o suficiente para sentirmos saudade, por isso que acho que deveríamos pelo menos tentar mesclar amizades novas com algumas antigas.

Sei que é difícil fazermos isso e que querendo ou não, iremos perder contato com a maioria de nossos amigos que conhecemos quando jovens, apesar de saber que quanto mais velhos ficarmos, mais iremos precisar deles, porém, é bom tentarmos, nem que seja apenas com um único amigo remanescente das antigas, porque ele pode ser a pessoa que mais irá lhe ajudar no futuro, já que esse amigo irá te conhecer por muito mais tempo em relação aos outros.

Confesso que estou pensando muito nisso atualmente, existem algumas amizades minhas onde estou percebendo que irão acabar muito em breve, e eu não gostaria que isso acontecesse, se eu pudesse, eu manteria amizade com todos aqueles que eu já conheci em minha vida e um dia chamei de amigo.

É bom conhecer gente nova, isso eu não posso negar, mas no meu ponto de vista atual, é muito melhor continuar com amigos mais antigos enquanto você conhece os novos. Bem, tentarei manter as minhas amizades pelo maior tempo possível, posso voltar a reencontrar outros amigos que perdi contato, ou não, mas sei que é muito bom ter um amigo de longa data que te conheça e te entenda.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Sobre Eventos Fakes no Facebook

A internet é uma ótima ferramenta para pesquisas e para compartilhar as suas idéias com seus amigos ou até mesmo desconhecidos, com certeza a internet é uma das melhores, senão a melhor invenção já feita nos últimos tempos, mas nem tudo é legal na internet, muitas pessoas a usam para conseguirem fazer coisas idiotas, e a nova idiotice são os eventos fakes no Facebook.

Na verdade os eventos fakes no Facebook não é uma novidade tão nova assim, isso surgiu mais ou menos no início do ano passado, e depois de algum tempo deu uma parada (eu iria até escrever sobre isso na época, mas como parou resolvi engavetar esse assunto), porém nos últimos meses os eventos fakes voltaram com tudo, e cada vez mais idiotas. Não odeio esses eventos só pelo fato de serem idiotas (alguns até soam engraçados), mas também por outros motivos.

Um dos motivos é que além das pessoas confirmarem presença e entupirem o seu feed de notícias apenas disso, elas também te convidam para esses eventos. Dá até um desânimo quando você vai ver as suas 50 notificações e percebe que desse número, 49 notificações são convites de eventos fakes.

O outro motivo é uma conseqüência do primeiro: Imagine que você está organizando uma mega festa na sua casa no fim de semana, e não vai dar tempo para você conseguir ligar para todo mundo, a solução seria criar um evento no Facebook e convidar os seus amigos. Depois de um tempo você percebe que ninguém confirmou presença. O motivo é simples: Eles não viram o evento pois tem uma tonelada de eventos fakes enchendo as notificações de seus amigos, e provavelmente eles já estão de saco cheio e pararam de ver quais eram os eventos sérios por causa dos conflitos dos fakes.

Espero que em breve todo esse lance de evento fake acabe de vez, sem volta, sei que tem muita gente que gosta, mas eu odeio. Além de serem muito sem graça em sua maioria, ainda prejudica os outros que criam eventos sérios para divulgar sua festa, um encontro com amigos ou até mesmo algo mais sério como doar sangue em grupo, por exemplo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Minha Vida Injusta - Parte 1: Introdução

Hoje será o último dia em que irei escrever aqui, nesta cama de hospital com antibióticos em minhas veias, parece que finalmente cheguei ao meu fim, pelo menos toda esta minha vida injusta irá me pregar a sua última peça.

Não sei quem irá encontrar este diário para lê-lo, só gostaria que fosse alguém que me entenda, e que ao navegar em algumas páginas anteriores que escrevi no decorrer dos anos, perceba que, se eu pudesse voltar no tempo, não mudaria em nada a minha vida, inclusive todas as idiotices que fiz quando eu era jovem, finalmente, o melhor está por vir, finalmente conseguirei descansar.

Esta foi a minha vida injusta...

Henrique Soares, 20 de Dezembro de 2015.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Postagens Rápidas e Minha Vida Injusta

Olá queridos leitores desse humilde blog, o post de hoje serão apenas alguns recados sobre postagens futuras.

O primeiro recado é que eu irei começar a escrever coisas menores, o que denominei de "Postagens Rápidas", serão textos pequenos em uma linguagem mais informal sobre determinado assunto, devo começar a postar algo assim ainda esta semana.

Gostaria de dizer também que a partir de amanhã começarei a postar uma nova série no blog, denominada “Minha Vida Injusta”. Será um mega conto dividido em 15 partes que será publicado no decorrer do ano, terá em média uma postagem de “Minha Vida Injusta” por mês, mas provavelmente em alguns meses serão mais de uma.

“Minha Vida Injusta” contará a história da vida de Henrique Soares, desde os seus 11 anos até a sua velhice, enquanto ele escreve em seu diário. Trabalho, amores, frustrações, tudo passando nas páginas do seu diário.

Amanhã será postada a primeira parte que será apenas uma pequena introdução, na barra de categorias haverá a categoria “Minha Vida Injusta” onde as partes da história estarão disponíveis após as publicações, nos posts também estarão os links das partes anteriores. As postagens normais também irão continuar, não se preocupem.

“Minha Vida Injusta” foi algo que eu realmente gostei de escrever, uma história que apesar de ser realista, é fictícia e quaisquer semelhanças com a realidade (ou a vida de alguém) é mera coincidência.

Nunca tentei escrever um conto tão grande assim, mas parece que deu certo, pelo menos a crítica (minha mãe) gostou  e espero que vocês gostem também.

Bem, é isso, a gente se vê.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Uma Breve Reflexão Sobre o Choque de Gerações


Desde o início dos tempos a humanidade sempre se renovou, seja em fatores tecnológicos ou culturais. Obviamente não temos a mesma personalidade do que pessoas que viveram no Egito antigo ou na Roma incrivelmente bizarra dos tempos de Calígula. Sabendo disso algum gênio criou o conceito de “eras” e “gerações” para diferenciar épocas e personalidades das pessoas no decorrer dos anos.

Nos tempos modernos algum outro “gênio” resolveu rotular as gerações de “geração X, Y e Z”, nunca entendi o motivo de as rotularem desse jeito, acho que o cara realmente acreditou que o mundo iria acabar com aquele lance “de 1000 passará e de 2000 não passará.”, ou que o mundo realmente iria acabar em 2012. Provavelmente a partir de agora irão rotular as gerações seguintes de “Z-1, Z-2...” ou irão voltar o alfabeto e fazer “geração A, B, C...”, porém essas gerações mais atuais acabaram se misturando com as antigas em fatores culturais e até mesmo tecnológicos, o que acabou sendo denominado de “choque de gerações”.

A geração X pode ser considerada a que surgiu durante ou até mesmo após a segunda guerra mundial, a Y surgiu mais ou menos na década de 70 e a Z se iniciou no fim dos anos 90, a mudança de comportamento no decorrer destas três gerações é visível, talvez seja por ensinamento dos pais da geração passada, pois acho que, como a geração Y foi educada por pais que viveram uma época rígida, eles acabaram sendo mais rígidos na criação de seus filhos, talvez seja por isso que a Y tenha uma época onde foi chamada de “geração da rebeldia”, e isso pode estar influenciando nesta nova geração.

Podemos dizer que a Z está se tornando uma geração mimada, pois os pais estão sendo muito liberais com os seus filhos, dando tudo aquilo que eles pedem, e se pararmos para pensar nisso, é algo assustador, já que no futuro essas crianças podem se tornar adultos vagabundos que irão querer tudo na mão de graça.

Lembro também que, quando criança, eu adorava ir para a rua jogar bola de gude, ir ao fliperama ou até mesmo brincar de pique-pega com as outras crianças, e hoje em dia isso não existe mais, atualmente as crianças só querem saber de ficar na frente do computador, ou jogando no tablet, smartphone ou videogame, elas não querem mais usar a imaginação criando histórias para brincar com os seus brinquedos, e sim aproveitarem uma história pré-definida de um game.

Falando em games, até mesmo nisso as crianças estão ficando mimadas, eu já vi um garoto de uns seis anos reclamando que o gráfico de um jogo como Devil May Cry estava ruim. Quando eu era criança me contentava com um monte de pixels em uma tela de fliperama ou numa Tv de tubo, as vezes tinha até que usar a imaginação para aceitar que aquele jogo poderia ser real, estas crianças deveriam agradecer pelos jogos de hoje em dia terem esses gráficos.

Também existe a questão de carreira, parece que a nova geração não se interessa mais por se tornar médico ou advogado, e sim para se tornar alguém famoso na internet, e um bom exemplo são os incontáveis canais surgindo no Youtube que não tem conteúdo nenhum e onde as pessoas só fazem vídeos para tentar conseguir visualizações, inscrições e likes a qualquer custo, tudo isso para terem os seus quinze minutos de fama.

Como hoje em dia tudo está a um clique do mouse de distância, não existe mais um esforço para conseguir aquilo que as pessoas querem, eu lembro que na minha infância, para fazer uma pesquisa de escola, eu tinha que procurar em livros e copiar a mão, ou se eu quisesse assistir algum filme eu teria que ir até uma locadora para tentar encontrar ou esperar o filme passar em alguma Tela Quente aí da vida para gravar no videocassete, se você chegar para uma criança hoje em dia e disser as palavras “videocassete” ou “locadora”, provavelmente elas irão te perguntar “O que é isso? Você ta falando em outro idioma?”.

Acho que o choque de gerações está mais em evidência agora, eu que nasci no fim da geração Y me impressiono com as músicas, filmes e outras coisas lançadas atualmente porque a maioria é ruim, totalmente sem conteúdo ou dificuldade para entender, provavelmente estamos criando uma geração burra.

Talvez nós iremos presenciar uma “zerada” nas próximas gerações, criando daqui há uns vinte anos uma geração neutra e parecida com a dos anos 70, a minha teoria é que estes futuros adultos não irão querer seus filhos mimados pois eles mesmos foram prejudicados por causa disso, e daí iriam dar uma educação e criação mais rígida. Ou não, talvez as coisas podem até mesmo piorar nas próximas gerações, e as pessoas vão continuar ouvindo músicas ruins, vendo filmes brasileiros de comédia e votando errado.

Sim, parece que estou me tornando um velho oficial, daqueles que falam “No meu tempo não era assim...”, acho que a nova geração “conectada” está perdida, e isso irá dar um grande problema no futuro, tomara que eu esteja errado. Sei que parte das pessoas que irão ler isso não vão entender o que escrevi aqui, mas um dia entenderão, e provavelmente também irão se tornar velhos rabugentos que falam “No meu tempo não era assim...”.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Sobre Carros e Skates Voadores, Pau de Selfie e Guinness Book


Mais um ano começou, e com ele altas expectativas, ou não. Confesso que 2015 para mim está com uma cara de ser um grande ano bosta, tomara que eu me surpreenda.

Acho que todas as minhas esperanças de que 2015 seria um bom ano foram quebradas após perceber que o mundo este ano não será igual àquele em que Marty Mcfly encontrou quando chegou ao futuro, seja porque não tivemos mais sequências de “Tubarão” após o horrível quarto filme, ou o tênis que amarra o cadarço sozinho, mas o que me deixou mais frustrado talvez seja o lance de não ter carros e skates voadores.

Com todo esse lance de tecnologia e comentários do tipo “estamos vivendo no futuro, Google glass, blá, blá, blá”, parece até que os nerds que inventam essas coisas ficaram com um pouco de preguiça de tentar inventar algum tipo de propulsão para fazer carros voarem, até mesmo colocar hélices no carros seria uma coisa legal, e sobre skates, bem, poderia passar por esse mesmo princípio, sei que estão tentando inventar alguns carros voadores, jetpacks mais seguros e até um skate voador com base nos campos magnéticos e tudo mais, porém tiveram estas idéias um pouco em cima da hora, deve levar anos até que isso fique bem desenvolvido.

Ao invés de todo esse futuro legal e todo esse avanço tecnológico, parece que o ser humano está se preocupando mais em fazer invenções inúteis, como por exemplo o já popular pau de selfie. Para quem não sabe o pau de selfie é simplesmente um pau de ferro com um suporte na ponta para você encaixar o seu celular e tirar uma selfie “à distância”.

Imagino pra que inventaram isso, é tão difícil tirar uma selfie com o seu próprio braço ou usar o clássico “Você pode bater uma foto pra mim, por favor?”?! É sério, talvez essa seja a invenção mais inútil e imbecil dos últimos tempos, mas ainda dá pra piorar, este equipamento tão simples, pelo menos aqui no Rio de Janeiro, está custando R$80,00. Como algo tão simples e inútil pode custar tão caro? No melhor dos casos existem vendedores no trem que vendem isso por R$60,00, mas mesmo assim ainda está muito caro, e o pior de tudo não é apenas o preço,  e sim porque existem pessoas que compram isso.

Eu não consigo entender o motivo das pessoas gastarem R$80,00 só para poder tirar uma selfie, só imagino duas opções: são pessoas ricas que não tem mais com o que gastar dinheiro, ou são pessoas extremamente burras e idiotas que estão comprando isso apenas para acompanhar a modinha. Acho que esse é o limite máximo de absurdo que uma selfie consegue chegar, além até mesmo do “Em Busca da Selfie Perfeita”.

Eu tenho uma teoria de que o inventor do pau de selfie tinha um objetivo final do tipo entrar para o Guinness Book como “o cara que fez a invenção mais inútil da década”, afinal, é para isso que serve o Guinness Book, simplesmente para mostrar pessoas que são as melhores do mundo em alguma coisa idiota e que ninguém liga, tipo “a mulher com o dedão do pé mais feio do mundo” ou “o cara que consegue comer 50 hambúrgueres em 10 minutos”, mas eu gosto do Guinness por causa disso, é tão bizarro e inútil que chega a ser divertido.

Bem, tomara que no decorrer do ano, ou nos anos seguintes as invenções melhorem um pouco, tomara que os inventores agilizem esse lance de carros e skates voadores, e que as pessoas não gastem mais R$80,00 num pau de selfie, uma dica, amarre o seu celular ou prenda-o com fita adesiva em um cabo de vassoura que vai dar no mesmo, e você ainda irá economizar um bom dinheiro, quem sabe, talvez essa sua atitude possa até te colocar no Guinness Book como “a pessoa esperta que economizou R$80,00 por não ter comprado um pau de selfie”. Bem, o ano apenas começou, creio que postagens melhores virão, enquanto isso eu fico aqui, excluindo das minhas redes sociais todas as pessoas que postam fotos usando esse pau de selfie.