domingo, 28 de julho de 2013

As Incríveis Aventuras de Chicão no Brasil


Essa semana as emissoras de Tv, jornais e afins praticamente só falaram sobre a visita do papa Francisco I no Rio de Janeiro. Pra quem não sabe essa visita do papa era prevista desde a época do papa Bento XVI, já que essa visita fazia parte da JMJ 2013, que foi selecionada para ser no Rio de Janeiro.

JMJ é a sigla para Jornada Mundial da Juventude, criada lá nos anos 80 pelo João Paulo II, e basicamente consiste nisso que vimos esta semana: Uma visita do papa numa cidade aleatória para fazer peripécias católicas para um monte de gente, onde encontra-se em maior abundância jovens.

Eu nasci numa família onde mais da metade das pessoas são católicas, quando criança odiava religião porque minha mãe me obrigava a ir para a igreja enquanto eu preferia ficar dormindo no domingo até tarde, mas fiquei católico por conta própria no início da minha adolescência, saí, fui de outras religiões e hoje não sou de nenhuma religião. Posso falar mais sobre religião, mas quem sabe outro dia.

Eu nunca fui de acompanhar nenhum evento grande de nenhuma religião, mas eu resolvi assistir a visita do Francisco pela Tv, porque afinal, era a única coisa que estava passando na Tv, e como fez um frio do cão aqui no Rio de Janeiro essa semana, fiquei meio doente e a minha Internet estava muito ruim, não tive outra alternativa. Mas eu curti assistir alguma coisa.

Mesmo eu não sendo católico, eu gostei desse novo papa, gostei do Francisco "Chicão", ele parece ser bem amigável, desceu do papa móvel, mesmo correndo o risco de levar uma bala perdida (Rio de Janeiro, sabe como é). Eu seria amigo dele, ele tem uma cara de bonzinho, ao contrário do Bento, que tinha a maior cara de pedófilo, eu não gostava do Bento, e odiei ainda mais quando ele pediu arrêgo do posto de papa porque fez alguma besteira lá, ou você acha mesmo que aquela desculpa de cuidar da saúde iria funcionar?! Talvez o Francisco também tenha umas sujeiras escondidas, mas não posso julgar algo que não tenho conhecimento.

Voltando ao Francisco, gostei da humildade dele, apesar de ter gente falando que a roupa dele custava milhares de $, mas independente disso, o cara é humilde, sim. Enfim, parece que ele gostou do Brasil, e disse que pretende voltar em 2017 (se ele estiver vivo até lá), e eu sou a favor dele voltar, pois pelo menos ele deu uma calmaria aparente nessa maldita cidade nesta semana, apesar de ter todo aquele lance de não poder protestar perto dele, que um representante religioso aparentemente não aguenta ver nem mesmo cartazes de protestos, etc.

O papa já foi embora, voltou para o Vaticano para ver "vídeos felizes" com os seus amiguinhos, e a minha vida não mudou depois desta semana e não melhorei o meu conhecimento e nem aprendi nenhuma nova lição de vida por causa desta visita dele, mas talvez isso tenha funcionado com alguém...

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Curiosidades #44

Qualquer amizade que ultrapassa a marca de 7 anos é mais provável que dure uma vida inteira.

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Ficar com raiva de alguém quando a ouve respirando ou comendo é uma desordem real do cérebro chamada "Misofonia".

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Fonte da criatividade de William Shakespeare era a maconha, garantem cientistas.

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Mover a perna constantemente e roer as unhas é uma forma de aliviar parcialmente o estresse acumulado.

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Espirrar é a única coisa que é capaz de parar todas as funções corporais, incluindo os batimentos cardíacos.

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Apenas cerca de 10% da população é canhota.

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Covinhas são uma falha genética hereditária.

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Baratas podem roer os seus lábios enquanto você dorme.

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O Álcool dispara a região do cérebro responsável pela honestidade.

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Segundo estudo, falar sozinho deixa você mais inteligente.

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Em 2011, um homem de 46 anos, perseguiu e atacou uma criança que o matou várias vezes no jogo Call of Duty.

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"Pizza feliz" é uma pizza vendida no Camboja, coberta com maconha.

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Quando uma estrela explode, ela brilha mais que uma galáxia toda.

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Pensar demais pode causar depressão, pois a mente cria problemas que ainda não existem.

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Nomofobia é o medo de se separar do seu celular.

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sábado, 20 de julho de 2013

Sobre Baladas, Solidão e Pegação


Êba, hoje é sábado! Uma bela noite para sair pra balada, curtir, encher a cara e voltar para a casa (ou ir para o hospital) em coma alcoólico.

Tá, o que vou dizer aqui pode soar meio preconceituoso, existem umas baladas bem da hora, sim, mas estamos no Brasil, e a grande parte das baladas brasileiras são desse jeito, estilo baile funk mesmo.

Digamos que eu fui pra balada uma vez na vida, e odiei. Para quem não sabe, ou é muito jovem pra ir, balada é um lugar onde tem bebidas, periguetes e músicas ruins de sobra, e acho que é só isso. Não sou baladeiro, como eu disse, só frequentei balada de fato uma única vez na vida, e nisso cheguei a conclusão de que a balada é um lugar solitário.

Mas por que a balada é um lugar solitário se tem tanta gente? Pensando um pouco eu percebi que pessoas solitárias não são necessariamente pessoas sozinhas, as pessoas podem ir pra balada com amigos, mas o que os motivam a ir na balada normalmente é a busca por algo mais, talvez sair da rotina porque a vida é chata, mas o ponto onde eu quero chegar é a "pegação".

Ok, você querer ir para uma balada apenas para dançar, mas normalmente as pessoas vão para a balada para curtir a pegação, sair todo fim de semana para "pegar geral", beijar na boca. Mas aí vem a minha dúvida: Para que sair beijando pessoas que você provavelmente nunca mais vai ver na vida? Isso não lhe dará experiência, nem status nem nada na sua vida. Há algumas exceções do tipo: Tem gente que acha que irá para a balada e irá encontrar o amor da sua vida, isso é raríssimo acontecer, mas normalmente isso faz das pessoas que frequentam baladas pessoas solitárias. Você pode discordar comigo, é claro, como eu disse, não sou expert em baladas, mas acho que o próprio ambiente do local incentiva nesse fator, como a situação de tocar funk na maior parte do tempo, "músicas" cheias de obscenidades, entre um pop ou uma música eletrônica legal, péssimos Dj's, bebidas pra você encher a cara, etc. E no final sempre tem aquele tímido que sai da balada triste, bêbado e mais solitário ainda porque não pegou ninguém...

Não acho que balada seja um lugar bacana, além de tudo você ainda pode gastar um bom dinheiro lá, dinheiro que a sua mãe ou se pai deram para você, ao invés de fazer algum tipo de investimento. Você pode ir para a balada com seu namorado ou namorada, eu sei que isso acontece, mas acho que um cineminha seguido por um jantar romântico seria bem melhor xD.

Chego a conclusão de que mais da metade dos frequentadores de baladas são pessoas com uma personalidade superficial, péssimo gosto musical, e solitárias. E também existem pessoas que frequentam baladas porque gostam, é claro, não sei como, mas estas são pessoas legais, tenho amigos que frequentam baladas e que são totalmente o oposto disso tudo aqui que eu falei, mas vão porque acham legal, eu posso mudar de opinião no futuro e me tornar um grande baladeiro, mas a minha opinião que prevalece atualmente é esta.

Esse post ficou uma grande porcaria, eu sei, você não precisa deixar de frequentar baladas depois dessas besteiras que escrevi acima, você pode me xingar também, e eu sei que aqui eu só disse o óbvio, mas é isso aí, to tentando postar com mais frequência então vai ser isso mesmo, então boa noite e boa balada.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Um Texto Sobre Escrever Textos

“The audience knows the truth. The world is simple. It’s miserable.
Solid… Solid all the way through. But if you could fool them,
even for a second, then you could make them wonder.
And then you… Then you got to see something very special.”
(Robert Angier -”O Grande Truque”)
Escrever sobre o ato de escrever é um dos truques mais antigos que os escritores utilizam quando não tem assunto. Além de geralmente sair algo brega (tipo “a aflição da página em branco” ou a “urgência para colocar para fora sentimentos em forma de palavras”), sempre me pareceu algo que se prestava muito pra auto-valorização e exaltação de uma atividade que, apesar de muito bela quando exercida por quem sabe, não é exatamente necessária. Ninguém precisa se martirizar para isso, faz quem tiver a fim, quem tiver talento ou quem abandonar qualquer padrão de qualidade e embaraço em publicar algumas coisas nem sempre tão criativas assim (eu).


Por isso, apesar de já ter refletido bastante sobre o assunto, sempre evitei falar sobre o que me levava a escrever algo que não listas de compras do supermercado ou emails corporativos (afinal, ainda que desajeitada e cambaleante, este blog é uma tentativa de literatura). Mas eu acho que essas linhas de “O Grande Truque” resumiram bem. Pra quem ainda não viu, o filme é basicamente sobre a rivalidade de dois mágicos que começaram juntos mas tornaram-se inimigos depois de um acidentalmente participa na morte da mulher do outro. O trecho aí de cima é durante uma discussão, já nas cenas finais, sobre as motivações de cada um pela carreira.

A discussão é sobre mágica, mas a fala é claramente uma metáfora do Nolan para o cinema e um dos princípios básicos de qualquer trabalho de ficção: a suspensão da descrença. A audiência, como diz o personagem do Hugh Jackman no filme, sabe a verdade. A platéia sabe que tudo que passa naquela tela gigante é apenas um filme. E no entanto, ainda assim continuamos a ser “enganados”. Deliberadamente deixamos nossas noções de realidade pra fora daquela sala escura, e nos permitimos acreditar, mesmo que por algumas horas, que existe mesmo uma princesa Leia a ser resgatada, que aquelas crianças realmente precisam salvar aquele ET, que aquele homem sozinho e de faixa vermelha na cabeça pode mesmo derrotar todo um comando do exército americano (ok, talvez esse a gente duvide um pouco, mas os tiros e as explosões são muito divertidas e o Stallone é demais).

E nós somos enganados porque queremos. Porque já experimentamos esse estado de suspensão e sabemos que é tão melhor que a realidade. É isso que eu acho tão especial em escrever.  É o que a arte faz e eu não vejo muitas coisas mais bonitas que isso.

Ah. E tem também um lance de massagem ao ego, é sempre excelente receber elogios por meus textos, ainda que estes momentos sejam raros e que eu não saiba muito bem como me comportar quando alguém genuinamente e por vontade própria decide me dizer que eu fiz algo bacana. Por Deus, eu não sei nem o que fazer quando alguém curte meu post no Facebook (eu realmente acho que deveria ter um meio de curtir a curtida pra mostrar que eu estou muito grato). Eu sei que likes no Facebook e comentários elogiosos não são substitutos para o amor, mas me deixem. Não me julguem, apenas me elogiem.

NOTA: Eu sei que eu sumi no ultimo mês, é porque eu to passando por alguns problemas pessoais, mas vou voltar, prometo.