sábado, 28 de setembro de 2013

I'll Be Back


Uma das coisas que eu penso muito durante o meu dia é sobre tecnologia, penso sobre computadores potentes que rodam até a história da sua vida, em celulares bons (e extremamente caros), etc. E esta semana acabei pensando muito mais sobre isso por causa de pessoas comentando a atualização do iOS.

Eu não tenho um iPhone, acho que é um celular caro de um jeito totalmente desnecessário, e durante esses ultimos dias agradeci por não ter esse aparelho, porque os seus usuários são muito mimados, agora qualquer coisa o cara que falar do iPhone dele, "Ontem tive que ir no médico" "O novo iOS tem aplicativo de médico"; "Preciso entregar aquele relatório" "O novo iOS cria relatórios" e coisas desse tipo.

Mas enfim, isso não vem ao caso, na verdade eu queria compartilhar uma teoria que eu tenho já faz um tempo (na verdade eu queria criar este post há meses), que é a "Teoria do Exterminador do Futuro".

Pra quem já viu os filmes da série "O Exterminador do Futuro" conhece a história, pra quem não conhece, esse parágrafo pode conter Spoilers, mas o filme é de 1984, ou seja, não interessa se você ainda não viu. O filme mostra um assassino que veio do futuro numa missão de "eliminar" uma tal de Sarah Connor, mas junto com ele veio um cara chamado Kyle Reese, que tenta defender a qualquer custo a mulher, então no decorrer da história é revelado que no futuro uma empresa de produtos tecnológicos chamada Skynet se tornou alto-suficiente e dominou o mundo depois de um apocalipse liderado pelas próprias máquinas, e que depois disso surgiu a resistência de humanos, que começaram uma guerra contra as máquinas, liderada por um cara chamado John Connor, filho da Sarah, então pra acabar de vez com a brincadeira, a Skynet construiu uma máquina do tempo e mandou um exterminador (ciborgue coberto de tecido vivo, para se infiltrar na resistência) numa época em que o John nem era nascido para matar a sua mãe, por motivos óbvios (sem Sarah no passado, sem John no futuro, e sem John no futuro, sem resistência, e sem resistência, máquinas finalmente dominando o mundo \o/), e sabendo disso, John manda um soldado, Kyle, pra proteger a sua mãe. Depois de várias sequências politicamente corretas, nesse primeiro filme temos o Arnold Schwarzenegger fazendo aquilo que ele faz de melhor: Falando pouco e atirando muito.

É aí que pode entrar o meu pensamento, a minha teoria, chegamos numa época em que nos tornamos totalmente dependentes da tecnologia, dos aparelhos eletrônicos, seja para trabalhar, estudar ou entreter, até mesmo quando você não precisar da tecnologia, você vai precisar da tecnologia. Eu não consigo imaginar como vai ser o futuro dessas crianças que nunca arrancaram o tampão do dedão do pé jogando bola na rua, pois elas preferem ficar em casa jogando videogame ou mexendo no computador.

Mas por enquanto a fabricação da tecnologia está no controle do ser humano, mas e se isso ficar cada vez mais forte? Pode fugir do controle do homem, e então o que era dependência se tornará necessidade para nós, como comer ou dormir, até chegar algum momento em que a tecnologia irá perceber isso e acabar escravizando a raça humana, literalmente, ou até mesmo fazer coisa pior.

Eu sou exemplo disso, eu tinha um celular velho que não vinha nem com Java, aí resolvi comprar um Smartphone, nunca precisei de um negócio desse, agora não vivo mais sem essa droga de aparelho. Talvez a tecnologia já esteja nos manipulando, ou posso estar louco (normal), mas que não conseguimos mais viver sem isso é verdade.

E depois de ver celulares que resolvem até cubo mágico e cobras robôs que podem salvar a sua vida, começo a pensar coisas do tipo "isso vai dar merda" ou "isso vai ficar fora de controle algum dia", a ideia seria que as máquinas se tornarão tão avançadas que acabaremos nos tornando seres humanos gordos que não precisa levantar do sofá, com um pensamento retardado e alienado, que não faz nada além de ficar dentro de casa jogando no PC e comendo porcarias, na minha opinião, este ponto seria o início do fim do mundo do jeito que o conhecemos.

Claro que existem outros filmes sobre o assunto, como "Eu, Robô", "Matrix", "A.I.", etc, mas acho que "O Exterminador do Futuro" se encaixa melhor nessa minha teoria, e também porque é legal ver o Arnold Schwarzenegger (sim, eu pesquisei o nome dele no Google antes de escrever, não encham o saco) no papel de um robô indestrutível e incansável que sempre retorna para concluir a sua missão.

Talvez estes filmes queiram nos dizer algo, que um dia isso vai fugir do nosso controle, talvez chegue ao ponto em que a tecnologia comece a  complicar a nossa vida ao invés de facilitar (o que já acontece atualmente com alguns aparelhos vagabundos), ou quem sabe isso só seja paranoia minha, não posso dar as respostas, coisas como essa só o futuro dirá...

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Três Ideias Para Roteiros de Comédias Românticas Realistas


1 - Amor de Pai

Homem perde esposa e passa a dedicar a vida a cuidar de sua filha, abdicando de seu sucesso profissional e sua vida amorosa, até que finalmente encontra uma mulher independente e bem resolvida, que acha fofo sua dedicação paternal e se sente capaz de furar seu bloqueio sentimental e ajudar em sua recuperação. A filha aprova a nova namorada e o caso de amor vai bem até que surge uma nova oportunidade para levantar a carreira do rapaz. A entrevista para o emprego, no entanto, coincide com algum evento familiar de pouca importância mas tirado de proporção pela filha, que cria um escândalo desnecessário diante da possibilidade do pai não poder comparecer. Os dois entram em uma discussão cada vez mais sem sentido, apenas para entrarmos na sequência de reconciliação entre pai e filha com trilha musical fofa, na qual cada um entende o lado do outro e resolvem que o pai vai tentar conciliar os dois compromissos. Mas enquanto espera por sua entrevista sentado em um grande salão de um prédio comercial, percebe que o mundo material não é tão importante quanto sua família, e decide voltar correndo para casa. No caminho fica preso no trânsito e não consegue chegar à tempo. Fica sem emprego e envelhece miserável apenas para ver que a filha, que passa a crescer com problemas paternais não-resolvidos, tornou-se stripper. O homem morre sozinho em seu apartamento de subúrbio.

2 - Fugindo da Rotina

Homem de meia-idade vive uma vida miserável, preso em um relacionamento morno e um emprego estável porém longe de suas pretensões de adolescente. Após mais um dia estressante na firma, decide dar um fim ao seu sofrimento com um plano maluco: pede demissão, se separa da mulher, e pega milhares de dólares em empréstimo para curtir a vida, até o dia em que o dinheiro acabar, quando então cometerá suicídio. Entretanto, agora livre e vivendo a vida que sempre desejou, ele se torna um homem interessante, que atrai amigos e mulheres. Ele passa a se relacionar com uma mulher mais jovem e aventureira, que finalmente o faz sentir vivo de novo. Ele desisti da idéia do suícidio, mas então chega o temido dia em que o dinheiro chega ao fim e os bancos começam a cobrar pelo empréstimo, enquanto sua ex-mulher entra na Justiça exigindo o pagamento de pensão alimentícia. Agora que ama a vida, ele decide que vai pagar o que deve com um elaborado plano, que consiste em vencer algum concurso de uma habilidade que ele nunca teve para conquistar o prêmio em dinheiro. Passamos por uma sequência fofa-animadinha com trilha sonora para cima com o nosso protagonista treinando ao lado de sua namorada. Chega finalmente o dia do concurso, e ele consegue um honroso 19 lugar, o que infelizmente não garante a grana necessária. Ele então retorna ao mundo corporativo, que se mostra agora ainda mais insuportável, devido à pressão dos credores, e não há mais tempo em sua agenda para os programas aventureiros que fazia. É abandonado pelos amigos e pela namorada, que não suporta esta versão sem sal do antigo amado. Ele enfim percebe que não há saída e se mata no escritório enfiando uma caneta Bic azul em seu olho.

3 - Trocas

Marido e mulher vivem entre reclamações mútuas de que sua vida é muito difícil, ao contrário da vida tranquila do outro. Um dia, durante uma discussão acalorada, eles desejam simultaneamente que, apenas por um dia, troquem de corpo. A troca não acontece e cada um segue com seu ponto de vista, continuando a viver uma vida miserável.