segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Sobre o Natal, o Ano Novo e Expectativas

ÊÊÊÊ fim de ano chegou, época de descanso para muitos, confraternização para outros, especial do Roberto Carlos para as véias, enfim, esse é o fim de ano, uma época de paz? Em partes sim, pelo menos para mim.

Bem, 2012 foi simplesmente o pior ano da minha vida até agora, e acho que devido a isso não consigo enxergar o fim de ano com toda essa magia, acho que depois de 2012 os meus fins de ano nunca mais serão os mesmos.

Lembro quando eu comemorava o natal com os meus amigos, brincando na rua, e a única época do ano onde eu podia ficar na rua até o amanhecer, mas esses tempos acabaram, a maioria dos amigos dessa época não existem mais em minha vida, e tenho que passar o natal com a família em partes, mas não, eu não quero, fiz outros amigos, não preciso de todos eles, mas eu pelo menos os queria por perto, pelo menos na noite de natal, pois eu os considero a minha grande família.

Não consigo me sentir em paz no natal e no ano novo porque eu não tive paz durante todo o ano, e não é só porque o ano ta acabando que eu preciso encontrar paz de espírito, mas tento, mas a minha paz parece ter se perdido, não sei, talvez um dia eu a reencontre, talvez em 2013, em alguns possíveis novos olhares ou sorrisos, eu acredito nisso, mesmo que em 2012 tenha sido um ano onde o sorriso ficou quase nulo em minha vida, mas preciso acreditar que em 2013 o ano vai melhorar.

Desde 2007 que não tenho expectativas para o ano novo, porque eu percebi que a virada do ano não significa nada, é só a passagem de um dia para o outro, não muda nada, continuará a mesma coisa, e todas as promessas que você fez durante a virada não serão nada mais do que apenas promessas, apenas expectativas, por isso que eu não crio expectativas, só gostaria que um ano qualquer me surpreendesse, pode ser 2013, ou 2014, ou talvez até 2050, não sei, só quero ser surpreendido.

"Paz, saúde, dinheiro", bem, é isso, mas as pessoas não percebem que basta alcançar a felicidade para conseguir isso no decorrer do ano, me afastei da felicidade em 2012, espero alcançá-la em 2013, mesmo sabendo, lá no fundo, que nada irá mudar, será apenas mais um dia, mais um mês, mais um ano, talvez as coisas até fiquem mais difíceis, mas só espero que na virada do dia, do ano, eu possa encontrar a felicidade, nem que seja por alguns segundos.

Bem, se você leu este texto até aqui esperando uma mensagem bonitinha de fim de ano ou se o seu ano de 2012 foi bom, me desculpe, esse não é o post certo para você, mas talvez alguém se identifique com isso que eu escrevi aqui no texto, mas enfim, eu REALMENTE espero que vocês tenha um Feliz Natal e um Feliz Ano Novo. Bem, esse é o ultimo post do Blog de 2012, eu sei que fiquei meio longe do Blog este ano, mas é que realmente as coisas estavam difíceis, voltarei em 2013, e talvez eu me dedique mais ao blog no ano que vem, talvez não, depende de como será a minha busca pela felicidade no próximo ano.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Não dá Pra Ser Feliz Com o Rio de Janeiro Escuro Só às Oito Horas da Noite

Não significa nada, significa tudo. As coisas se repetem ou simplesmente não tem fim. Não sei o que é mais triste. Também não sei a diferença. Se pelo menos chovesse um pouco, se o tempo refrescasse, aí talvez eu saberia. Mas não há. Já faz tempo que tá fazendo sol, um calor desgraçado. Isso sim é triste.

Esse ano de 2012 parece infinito, não acaba nunca. Eu quero que acabe. Mudar de 2012 para 2013 não vai mudar nada. É só mais um dia. Não significa nada, significa tudo. Eu quero que meu ano acabe, que o pior ano da minha vida até agora acabe.

Começou em 1994. Não acaba. Não termina ou se repete? Se se repete, então deve ter uma lógica na astrologia. Então não deve se repetir, apenas não acaba mesmo. Não pode haver lógica na astrologia. Não pode.

Tudo bem você acreditar em astrologia. Eu apoio qualquer coisa que te faça conseguir enfrentar a noite. Pra você é astrologia. Poderia ser uma igreja, a televisão, a cerveja ou o hip hop. Pra muitos é o sol, mas o sol já me decepcionou, agora é a chuva.

Os astros não significam nada, só o sol. Mas o sol acaba. Eu sei, ele não acaba. Ele pausa, e volta mais tarde. Mas a sensação é de término. Todo dia. Se repete. Repete e tem fim.

É preciso o breu, eu também sei. Mas o breu é ausência de luz. É possível criar o breu, a luz é impossível. O sol poderia existir sempre. Ele existe, eu sei. Mas desaparecer de vez em quando seria uma boa.

O sol é uma constante explosão. Me disseram que um dia ele vai explodir de verdade. Vai acabar. Aí não será possível mais nada. Em última instância, o sol é o sentido. Não significa nada, significa tudo. Mas por causa do calor, da cidade carioca que mais parece um inferno, eu não consigo ficar feliz com o sol brilhando.

Não dá pra ser feliz com o Rio de Janeiro escuro só às oito horas da noite.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Relatos Paranormais - Passos na Noite e Bonecas Dançarinas

Os meus pais ainda moram na casa em que eu cresci, onde aconteceram algumas estranhas comigo. Ainda nos dias de hoje, apesar de não morar mais lá e já ser um pouco mais velha, eu não gosto de passar a noite lá.

Nenhum outro membro da minha família sentiu o que eu sentia ou passou pelo que eu passei, apesar de quando as minhas amigas da escola iam dormir em casa sempre falavam que ficavam pouco a vontade e as vezes ficavam assustadas por nada.

Eu sempre fiquei assustada em casa, desde que eu me lembro, particularmente no meu quarto. O meu quarto me assustava tanto que muitas vezes eu me recusava a dormir no meu quarto e acabava dormindo no quarto do meu irmão com ele. Eu tinha muito medo das minhas bonecas também, eu geralmente guardava elas no guarda-roupas ou colocava elas com o rosto virado para a parede, porque parecia que sempre que eu estava no meu quarto, elas ficavam me observando. Eu não tinha esses problemas em nenhum outro quarto da casa, e dormia bem confortável e numa boa nos outros quartos ou se alguém dormisse comigo.

Eu também não tinha problemas para dormir se eu não dormisse em casa. Os meus pais falam que mesmo quando eu era bebê, eu só dormia no meu quarto se alguém dormisse comigo. Eu ainda sinto medo quando eu entro no meu velho quarto, e ainda não consigo dormir lá direito, mas eu não sei exatamente o que é que causa isso.

Apesar da maioria das coisas estranhas que aconteceram naquela casa comigo terem sido no meu quarto, algumas coisas aconteceram em outros lugares da casa também. A maioria das coisas aconteceu quando eu tinha entre 7 e 12 anos, e eram coisas pequenas, luzes acendendo e apagando, objetos mudando de lugar e de posição. Abaixo estão as duas coisas que aconteceu comigo que eu me lembro com mais clareza:

Um dia eu estava brincando com duas amigas no quarto do lado do meu, o do meu irmão (as vezes eu me recusava entrar no meu quarto, a não ser que me obrigassem). Nós já estávamos lá já fazia algum tempo, quando decidimos brincar com um brinquedo que ainda estava no meu quarto, então nós fomo lá para pegar ele. O quarto não tinha nada de anormal quando eu entrei nele (alem da sensação de desconforto que eu sentia sempre que entrava nele). Eu atravessei o quarto, peguei o brinquedo que estava em baixo da janela e então eu virei para sair do quarto. Quando eu estava no meio do quarto, olhando a porta, eu ouvi um "clic" e o barulho do mecanismo de uma bailarina mecânica que eu tinha começar a funcionar. Eu virei para trás e a bailarina estava dançando. o "clic" que eu tinha ouvido, era o botão de ligar sendo movido. Eu fui até ela e desliguei, depois voltei para as minhas amigas e contei para elas o que tinha acontecido.

Nós tentamos encontrar uma explicação racional para tudo aquilo, como uma das minhas amigas, que estava brincando com aquela boneca 1/2hora antes, ter deixado ela ligada, mas na hora eu descartei essa possibilidade, pois tinha ouvido o "clic" dela sendo ligada, e de quando eu entrei no quarto ela estava desligada.

A segunda coisa estranha aconteceu algum tempo depois. Eu acordei no meio da noite, enrolada no lençol e no cobertor. Eu fiquei lá por uns 15 minutos sem sono, e então eu ouvi passos do lado de fora do meu quarto. Eu achei que devia ser o meu irmão ou a minha mãe (que eram as duas únicas pessoas na casa naquele dia), mas os passos passaram os quartos deles e entraram no meu. Eu ainda estava embaixo das cobertas, e como eu nunca tinha ouvido passos "fantasmas" antes, o meu primeiro pensamento foi que era um ladrão. Eu fiquei bem imóvel embaixo do cobertor, para que o ladrão não soubesse que eu estava ali e não me machucasse. Os passos passaram pela minha cama e foram até o gaveteiro do lado da janela. Então eu ouvi o barulho de uma das gavetas abrir e fechar bem rápido umas 5 vezes. Eu sabia que era a mesma gaveta porque foi uma gaveta que era um pouco grande para os apoios dela e por isso ela sempre rangia quando abria e fechava. Eu achei estranho um ladrão ver só um gaveta varias vezes, mas eu ainda estava convencida de que era um ladrão, então não me movi ou olhei por debaixo do cobertor. Os passos então passaram pela minha cama, saíram do meu quarto, desceram pelo corredor e pareceram sair da casa, apesar de eu não ter ouvido nenhuma porta abrir ou fechar.

Eu esperei por uma 1/2 hora para ter certeza de que o ladrão tivesse saído, e saí correndo para o quarto da minha mãe falar para ela que tínhamos sido roubados. A minha mãe foi ver se o meu irmão estava bem (ele estava babando de tanto dormir) e foi ver o resto da casa. Ela acabou não encontrando nenhum sinal de que alguém tivesse entrado na casa ou roubado algo. Todas as janelas e portas estavam fechadas e trancadas. Foi só então que eu pensei no fato de poder ter sido visitada por um fantasma.

A minha mãe tentou me convencer de que eu estava dormindo, ou que talvez fosse o meu irmão querendo pregar uma peça em mim, mas eu sei que eu estava completamente acordada,e nunca ouvi o som do meu irmão entrando no quarto dele depois de ter ouvido os passos saírem da casa.

A maioria das estranhices parou quando eu entrei na adolescência, exceto o som dos passos. Depois dessa noite eu continuei a ouvir os passos no meio da noite (normalmente lá pelas 4 da manhã), apesar de ouvir eles com pouca freqüência e deles nunca mais entrarem no meu quarto. As vezes eu ouvia os passos correndo pelo corredor e tentando abrir as duas portas do final dele que ficavam trancadas (uma era a porta do escritório do meu pai e a outra era o armário onde a minha mãe colocava toalhas e a roupa de cama). Esses passo continuaram até quando o meu irmão se mudou de casa, provando que não podia ser ele tentando me assustar. Como eu mencionei antes, ninguém mais da família presenciou alguma coisa de estranha na casa, só uma vez o meu irmão falou que duas vezes acordou de noite com o som de passos do lado de fora da janela dele, mas pensou que fosse algum ladrão também.

Desde que eu sai de casa, eu já morei em duas casas diferentes, e até agora nada de estranho me aconteceu, mas aquela sensação de ser observada no meu quarto ainda continua.

Anônimo - São Paulo - S.P. 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

2 ANOS!!! \o/

Numa tarde do dia 05 de dezembro de 2010, eu estava no tédio (como sempre), assistindo a ultima rodada do Brasileirão de 2010, onde o Flu também foi campeão, e tocando um maldito pagode na casa do vizinho devido a um churrasco por causa da ultima rodada. Foi nesse cenário lindo, poético, filosófico que eu tive a idéia de criar um "Organizador de conteúdos que eu acho interessante na internet", pois a minha lista de páginas favoritas estava pesando demais o meu navegador, e posteriormente criar algo pessoal também, misturando ambos.

"Mas como?" Eu pensei, então lembrei do Medo B, que era um blog, e que contiam essas duas características, então pensei "Um blog, por que não?", ja que eu ja tinha experiencia com postagens de blogs anteriores, não seria problema criar um novo blog a partir do zero.

E daí surgiu o primeiro design do Blog, que era algo simples (infelizmente eu não tenho print do primeiro design do Blog, mas era algo bem simples mesmo), e logo depois surgiu a primeira postagem, igualmente simples.

Achei que eu abandonaria o Blog com menos de 1 mês, ja que foi isso que aconteceu com todos os Blogs que eu postava antes desse, um bom exemplo é o The War History, que eu simplesmente esqueci o meu login e senha após 1 semana de Blog.

Mas uma coisa diferenciou o "Nunca Viu" dos outros blogs: Eu não esperava que este humilde blog teria muitos acessos diários, pessoas me cobrando posts no Twitter, etc, o que me motivou a continuar postando.

E eu posso dizer que virou um certo "vício", eu tinha vontade de postar quando eu estava feliz, e também postar quando eu estava triste, mas sem tempo na maioria das vezes para criar algo satisfatório.

Muita coisa mudou de 2 anos pra cá, comecei a trabalhar, fiz amigos novos, tive alguns romances... E o que eu percebi comparando os posts antigos com os novos é que o blog "amadureceu" junto comigo, o que eu nunca esperava que iria acontecer, eu era apenas um muleque no tédio ha 2 anos atras, e o Blog evoluiu junto comigo.

Ahhh, sobre o título do Blog, "Nunca Viu" tem a ver com o conteúdo do Blog, é claro. É sobre coisas simples, totalmente "palpáveis", que qualquer ser-humano saberia se pesquisasse, mas que não sabem, desconhecem, seja algo sobre o sobrenatural, algo subliminar ou até algo que você não sabia fazer, ou seja, algo simples, mas que por algum motivo você "Nunca Viu", algo de um jeito que você "Nunca Viu".

É, já se passaram 2 anos, e que venham mais anos! Eu sei que em 2012 eu atualizei o blog poucas vezes, mas pretendo postar muuuita coisa em 2013, então pode vir novidade por aí...

Em suma, eu só devo agradecer, pois sem vocês, caros leitores, esse blog não chegaria aos 2 anos de atividade.