quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Ano Novo, Vida Nova (?)

Mais um fim de ano, novamente passou rápido e mais uma vez terá o especial do Roberto Carlos na Tv. Não digo que este ano foi o melhor da minha vida, até porque as coisas só começaram a acontecer realmente nos dois últimos meses, mas parece que aconteceu algo a mais, algo que talvez me faça lembrar de 2014 em algum momento no futuro.

Neste último mês a sensação que fica é de nostalgia, parece que várias coisas que eu comecei a fazer, pessoas que conheci e estilo de vida que me acostumei a ter ficarão no passado a partir do primeiro dia de 2015, o que é uma droga, já que o conceito de “ano novo, vida nova” pode realmente entrar em prática no próximo ano da minha vida, o que provavelmente será o primeiro passo para eu me transformar no clássico “ser humano comum”.

Como sempre, não estou com expectativas para 2015, só espero que seja um bom ano, e que eu continue com a boa e velha vidinha chata que eu me acostumei, claro que novidades são sempre bem vindas, mas como sempre fui muito apegado ao passado, gostaria de conseguir a façanha de mesclar o velho com o novo.

Enfim, acho que este será o último post do ano, sei que este ano postei aqui pouquíssimas vezes, mas o blog está na minha lista de “coisas que irei me dedicar mais no ano que vem”, a menos que eu morra ou termine em estado vegetativo em algum hospital público da vida... O que não é muito difícil de acontecer.

E já fazem 4 anos que criei este blog, o tempo passa rápido, nunca fiquei mantendo um blog  por tanto tempo, obrigado para quem acompanha as postagens, e rumo ao ano 5! \o/

FELIZ NATAL E ATÉ O ANO QUE VEM! (ou não...)

domingo, 21 de dezembro de 2014

Um Roteiro que Escrevi Após Pensar em Alguns Amigos que Estão se Formando no Ensino Médio


Três amigos andando pelo shopping, param no McDonald's, Lucas pede um combo de Big Mac, Marllon um Cheddar e Rafael apenas uma casquinha, sentam na praça de alimentação e começam a conversar.

LUCAS - É, finalmente, fim do ano, fim do ensino médio, zero de preocupação no ano que vem, yuppiiii!

MARLLON - Zero de preocupação para você, que no ano que vem já tem um emprego garantido na firma de seu pai, eu vou ter que viver toda a chatice da faculdade, lá vem mais estudos.

RAFAEL - Não me faça rir, Marllon, você vai fazer arquitetura, vai estudar sobre algo que você gosta, e eu aqui que vou ficar na área de direito, eu odeio direito, não queria direito, maldito Enem, não deveria ter tirado uma nota tão alta...

MARLLON - Cara, é só você não fazer (dá uma mordida no Cheddar), era pra você estar feliz, você passou pra algo que é difícil de se passar, mas já que você não gostou, simplesmente não faça.

RAFAEL - E os meus pais orgulhosos que sempre quiseram um advogado na família, o que farei com eles?

LUCAS - Mate-os!

RAFAEL - Nada disso, deixa pra lá. Talvez tenha um lado bom, talvez a faculdade seja igual aquelas que aparecem nos filmes. Sabe o que isso significa? Garotas, festas e bebidas aos montes (olha para a casquinha e percebe que ela acabara de derreter) Ah, e talvez lá tenham ar-condicionados fortes o suficiente para eu não sentir tanto calor como estou sentindo nesse início de verão.

LUCAS - Acho que garotas, festas e bebidas só existem no American Pie, e ar-condicionado bom deve existir só em Harvard, duvido que tenha isso na UFRJ.

MARLLON - Maldita faculdade, queria ficar um tempo descansando, um ano talvez.

LUCAS - Nessa de ficar descansando, quando você perceber já vai estar com 30 anos.

MARLLON - Pelo menos vou estar fazendo aquilo que sempre gostei de fazer... Nada.

RAFAEL - Isso enjoa. Cara, não interessa a faculdade, só quero ganhar dinheiro e viajar pra Nova Zelândia.

LUCAS - Por que Nova Zelândia? Você não pode ser normal e querer ir para a Disney como todo mundo? (começa a desenhar um círculo no ar) Existe todo esse universo e você quer ir pra Nova Zelândia? Por que?

RAFAEL - Simples, Senhor dos Anéis.

LUCAS - E daí?

MARLLON - É onde filmaram aquele filme que você começou a assistir e dormiu nos primeiros trinta minutos.

LUCAS - Rafael, você quer ir pra lá por causa disso? Por causa de um filme chato? Prefiro a Disney, eles fizeram Frozen.

RAFAEL (cantando no ritmo da música do Frozen) - LET IT GO! LET IT GO! VA-DI-AAAAA

MARLLON - Música chata da porra.

Eles riem, mas começam a ficar pensativos ao verem que os lanches acabaram, exceto pela batata frita do combo do Lucas, ficam um tempo em silêncio.

RAFAEL - O que será da nossa amizade daqui pra frente? Sabe, cinco anos estudando juntos é muito tempo, não podemos acabar desse jeito.

MARLLON - E por que tem que acabar? Cara, a nossa amizade vai continuar a mesma coisa, seremos unidos para sempre.

RAFAEL - Cai na real, Marllon, não teremos tempo para nos ver, estaremos ocupados com outras coisas, estaremos em lugares diferentes, fazendo coisas diferentes, será difícil nos vermos.

LUCAS - Isso faz sentido. Mas não vamos deixar isso acontecer, sentiremos saudades uns dos outros.

RAFAEL - Saudades sim... Voltarmos a nos ver, acho difícil.

MARLLON - Então faremos um pacto aqui e agora! Não importa o quão ocupados a gente esteja, iremos dar um jeito de nos encontrarmos, pelo menos uma vez por ano... Feito?

Os três unem as mãos.

RAFAEL - Feito.

LUCAS - Feito.

MARLLON - Bem, eu vou ter que ir agora, quero ir pra casa descansar, fazer aquilo que eu mais gosto de fazer, nada.

LUCAS - Também vou, tenho que fazer compras para o natal.

RAFAEL - Vou me encontrar com minha namorada, tô indo também.

Eles se levantam da mesa e se olham.

MARLLON - Então... Até um dia...

RAFAEL - Até um dia...

LUCAS - Até um dia...

Os três seguiram direções diferentes e nunca mais se reencontraram.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Top 2 Maneiras de Aproveitar os Sessenta Minutos de Horário de Almoço em um Dia de Trabalho

#1.
  • 14h13 – desligue o computador e levante da cadeira
  • 14h14 – deixe a neurose por higiene falar mais alto e passe no banheiro para lavar as mãos antes de sair do escritório
  • 14h17 – desça as escadas da firma dando aquela checada marota nas mulheres do segundo andar
  • 14h18 – tropece em um degrau ao perceber que a ruiva gatinha que você tava secando notou seus olhares lascivos, quase provoque um acidente  e siga descendo enfrentando a reprovação e a humilhação pública
  • 14h19 – ouça risadinhas da ruiva
  • 14h20 – xingue (mentalmente) a ruiva
  • 14h21 – comente sobre o jogo do Vasco com o porteiro do prédio que desde o primeiro dia acredita que você é um entusiasmado torcedor do clube de São Januário e cujo erro você não fez questão de corrigir, sofrendo as consequências até hoje
  • 14h23 – pare no meio da calçada e se lembre de que você não faz ideia de onde almoçar
  • 14h25 – reflita sobre pós e contras de cada lugar e acabe finalmente decidindo pelo japonês onde rola aquela promoção show de prato executivo a módicos quinze reais
  • 14h26 – pondere que comer Yakissoba todo dia pode não ser a melhor fonte de nutrientes e vitaminas necessárias para manter uma boa saúde
  • 14h27 – uma vez mais lembre-se que, porra, só quinze reais
  • 14h31 – chegue no japonês
  • 14h32 – lembre que o Rio de Janeiro está comemorando o Dia do Comércio e que não servem pratos executivos em fins de semana e feriado
  • 14h33 – saia puto do japonês
  • 14h35 – reflita mais dois minutos sobre as opções de almoço
  • 14h37 – ainda com raiva, caminhe em direção ao self-service cujo buffet é mais limitado que o lateral-direto do Botafogo
  • 14h38 – observe o buffet, caminhando das saladas até os pratos quentes
  • 14h39 – agora, dos pratos quentes às saladas
  • 14h40 – não se interesse por nada
  • 14h41 – monte um prato no estilo freestyle, misturando pastel com sushi
  • 14h42 – sente-se à mesa
  • 14h43 – arrependa-se do prato que montou
  • 14h44 – resignado, comece finalmente a almoçar
  • 14h47 – fique em dúvida entre pedir ou não uma bebida
  • 14h48 – pensa no nível atual de miséria que sua vida chegou ao perceber que você só não quer pedir bebida para tentar economizar um pouco mais
  • 14h50 – entre em depressão durante o almoço
  • 14h55 – termine de comer e levante da mesa derrubando os talheres no chão
  • 14h56 – enquanto se agacha para recolher o garfo e a faca, suspire e lamente “até quando, Deus?”
  • 14h57 – se dirija ao caixa para pagar a conta e perceba que deixou o vale-refeição na mochila, no escritório
  • 14h58 – desista de ter um bom dia e retorne ao escritório
  • 14h59 – no caminho, ligue o mp3 e comece a escutar “Michael Sembello – Maniac”
  • 15h00 – se empolgue com a música e protagonize no meio da rua uma performance de dança tocante e comovente inspirada nos passos da protagonista de “Flashdance”
  • 15h03 – seja ovacionado pelo público
  • 15h05 – retorne à empresa e suba ao segundo andar para pegar um cafezinho
  • 15h07 – deixe cair café em cima da mesa da ruiva, sem querer
  • 15h08 – também sem querer, amasse alguns papéis e troque o wallpaper do computador dela por uma foto de um travesti
  • 15h10 – ligue o computador e aproveite os últimos três minutos restantes para ver vídeos de coisas nerds no youtube
#2.
  • 14h13 – saia da empresa
  • 14h14 – coma no primeiro self-service que aparecer
  • 14h24 –  vá para a praça e aproveite os 50 minutos restantes para tirar um cochilo deitado no banco