sábado, 27 de outubro de 2012

The World Is Yours


Talvez desde o dia em que nascemos, nós temos um objetivo na vida, e o ser humano passa basicamente a vida inteira correndo atras de um unico objetivo: O sucesso.

Não estou falando do sucesso no tipo "fama", e sim de ser bem sucedido ao cumprir o seu objetivo, não me leve a mal, mas todos nós desejamos ter sempre um dinheirinho sobrando pra ir ao cinema com os amigos, ter uma casa aconchegante, a mulher (ou homem) dos seus sonhos, um emprego de apenas alguns minutinhos por dia e com um salário milionário.

Essa é a natureza do ser humano, sempre querendo algo, sempre querendo conquistar o MUNDO, não no geral, mas o SEU mundo, acredito que todos nós queríamos levar a vida que temos em nossos pensamentos. E eu acho que basta ter credibilidade que é dificil conseguir isso, mas não impossível, calma pq eu não vou começar a falar aquele monte de besteira contida no livo "O Segredo" de que basta vc acreditar e blá blá blá e nem irei colocar algo sobrenatural nesse texto, apenas direi o que eu chamo de "A Teoria de Scarface".

Quem já viu o filme "Scarface" de 1983 sabe do que eu to falando (para quem não viu esse parágrafo pode conter SPOILERS, então se achar melhor, pule para o próximo parágrafo): Tony Montana, um cara simples, com uma vida de merda, apenas um inimigo político que não tem nem onde cair morto, viu um objetivo de sucesso, e se dedicou tanto a ponto de conseguir tudo aquilo que ele sonhava ter, mas essa ganância acabou subindo a cabeça, então ele acabou voltando para o inferno de onde ele saiu.

Bem, o que quero dizer é que as pessoas hoje em dia perderam a noção daquilo que elas querem, e devido a isso acabam se tornando pessoas fracas em suas mentes, as vezes os seus sonhos são tão grandes que nem mesmo o programa do Gugu iria conseguir realizar, a questão tem a ver com o principio do empreendedorismo: Começe com algo pequeno, para crescer.


Assim como Tony Montana, se qualquer ser humano quiser algo grandioso e correr atras disso, se conseguir alcançar esse objetivo de primeira esse sonho irá te consumir, o que o fará voltar para o inferno, é incível o que uma pessoa é capaz de fazer só para alcançar os seus objetivos, alguns até mesmo matam outras pessoas só para sustentar os seus próprios sonhos.

Não é apenas acreditar em você mesmo, e sim acreditar que você é compatível com a maquinetude do que você quer para o seu futuro, ou sei lá, você pode se tornar um baixista mendigo. Você não pode relaxar depois de alcançar os seus sonhos, você precisa sustentá-lo para o resto da sua vida.

Eu, por exemplo, não quero muita coisa, apenas um bom emprego, um bom salário, e talvez uma boa esposa, estou dividindo isto por partes, ja consegui um bom emprego, resta agora ser promovido para conseguir um bom salário, e quem sabe a boa esposa não apareça nesse meio tempo?! Bem, é algo simples, é um sonho pequeno, e eu sei que eu posso conseguir isso, não estou tendo pressa, e acho que é isso que me diferencia da "Teoria de Scarface", não ter pressa.

Depois de conseguir isso tudo (que não é tanta coisa), não relaxarei, apenas mudarei o meu objetivo, que será manter esse sonho conquistado, e provavelmente seguirei a minha vida com esse tipo de pensamento e objetivos.

Então basta acreditar, não sonhar tão alto no início e ir a luta, pois quem sabe?! Talvez um dia o mundo seja seu...

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Atividade Paranormal 4 - Crítica


Em 2009, o primeiro filme da franquia "Atividade Paranormal" estreiou nos cinemas do Brasil, o longa chamou a atenção pela quantidade de sustos, história bem conduzida, apesar de ter sido um filme de baixo orçamento, conseguiu um estrondoso sucesso. Três anos depois chega as telonas a quarta parte da franquia, mantendo o mesmo nível de sucesso (liderou as bilheterias na semana de estreia).

A história da quarta parte se passa cinco anos após Katie (Katie Featherston) matar a irmã Kristi (Sprague Grayden) e o cunhado Daniel (Brian Boland) e levar consigo o sobrinho Hunter, após os acontecimentos do segundo filme, eles se mudaram em um tranquilo suburbio. Na casa ao lado vive a adolescente Alice, que acompanha os passos do garoto sem que ele perceba, ao menos aparentemente. Até que estranhos eventos acontecem em sua casa, colocando-a em perigo.

Bem, os produtores usaram a mesma formula dos filmes anteriores, tentando dar bons sustos nos telespectadores, mas provavelmente devido a incompetência pecaram nas cenas de susto, o que os tornaram bastante previsíveis. Cerca de 90% das cenas de "sustos" de paranormal não tem nada, qualquer coisa pode assustar, um personagem, um gato, um Kinect (acredite) e até mesmo a edição foi usada para tentar dar sustos nos telespectadores, sem conseguir muito sucesso, transformando todas as cenas de susto prevísiveis e bem sem graça.

Além disso, o roteiro parece uma peneira, sem duvida foi o filme da franquia que mais levantou duvidas, e não respondeu nenhuma delas no final, o deixando superficial demais, a tentativa de explicar o "paranormal" foi totalmente contra a idéia proposta nos dois primeiros filmes.

O longa tentou colocar uma nova familia na franquia, os personagens são bem carismáticos, principalmente a Alice e o seu namoradinho, mas a lenta e cansativa condução do longa acabou deixando tudo bem parecido com um Reboot malfeito, e assim como no terceiro filme, algumas cenas presentes no trailer e/ou nos comerciais de tv não estão na edição final do longa.

Apesar de tudo, o final do filme, como todos os anteriores da franquia, merece todo o mérito, foi bem dirigido e assustador, dando espaço para um quinto filme, o que é uma pena, pois um quinto filme seria desnecessário, provavelmente a partir daqui a série começará a desandar, se tornando, infelizmente, um novo "Jogos Mortais" em questão de perda de qualidade.



AVALIAÇÃO FINAL

Regular

Com certeza "Atividade Paranormal 4" foi o filme mais fraco da franquia até agora, parece que pegaram tudo o que tinha de pior nos filmes anteriores e colocaram nesse aqui, o roteiro é cheio de furos, cenas de susto que não dão susto, e absolutamente nada de inovador na franquia, o final é bom, e consegue levar todo o filme nas costas, mas a cena pós créditos é totalmente dispensável.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

É só Arroz


Ainda lembro da primeira vez que fiz arroz, no meu primeiro ano morando sozinho (ou quase isso). Não ficou especialmente ruim. Mas você cresce comendo arroz feito na hora pela sua mãe, às vezes um risoto, às vezes arroz à piamontese, às vezes a la grega, e você disciplina seu paladar com possivelmente a melhor maneira (ao menos a melhor que você conhece) de se fazer arroz, e às vezes pode se decepcionar um pouco com o gosto quando você mesmo faz.

No começo é assim. Você vai fazendo arroz, e vai queimando o arroz, ou colocando alho demais, ou sal de menos. Às vezes você faz aquele arroz de saquinho que só precisa colocar na água, mas percebe que aquilo tem gosto de isopor molhado, e se é para comer arroz ruim, que faça você mesmo o arroz. E você faz o arroz, e com o tempo percebe que você tem melhorado naquilo, afinal, é só arroz. Você viu alguém fazendo direito, você já tem experiência fazendo, provavelmente cometeu todos os erros possíveis na elaboração de um arroz (incluindo a vez quando você foi no supermercado com pressa e acabou comprando arroz integral sem querer e teve que comer aquela merda a semana inteira) e um dia, sem perceber, você está fazendo um arroz decente.

Talvez ainda não seja o melhor arroz do mundo. Merda, talvez não seja o melhor arroz nem do seu condomínio. Mas ainda assim, arroz. Um arroz que você precisa pra sobreviver, e sabe de uma coisa, um arroz que dá até um certo orgulho. Um arroz, quem sabe, que você se acostuma e acha que não tem nada demais, mas algum dia alguém pode provar e achar especial. E talvez até achar que por causa do arroz você também é especial. Logo você, que nunca se preocupou em fazer o melhor arroz do mundo. Apenas fez. Porque tinha que fazer, porque queria fazer, porque precisava fazer. Claro, se dedicou a fazer arroz, mas sem vislumbrar nele maiores pretensões. Afinal, é só arroz.

Escrever é um pouco como fazer arroz. É difícil perceber isso no início. Você começa a escrever principalmente porque viu alguém fazendo isso muito bem. E com o tempo vai encontrando mais e mais pessoas que fazem isso muito bem, e que começam lentamente a formar o seu gosto pela leitura. E você tenta escrever pela primeira vez e percebe que seu texto está muito longe do que o Verissimo faz. E nota que sua ideia para um seriado não passou de uma releitura de Entourage, e que aquele seu roteiro para um filme é tão ruim que até o Nicolas Cage aceitaria participar. Mas o que eu quero dizer é que isso é normal. Seu senso crítico continua evoluído, mas sua escrita ainda não. E você deve passar por essa fase.

E mais que passar, é importante aprender com essa fase. A cada texto que você termina, relê e sente vontade apagar, ou simplesmente deixar escondido, como aquela barata que você matou mas deixou em um canto da sala pra não ter mais que mexer com aquilo, é preciso se desenvolver. O George disse uma vez que sentia muita dificuldade de compor quando estava nos Beatles, porque Paul e John tinham escrito todas as músicas ruins deles na época de colégio, muito antes de entrarem em um estúdio para gravar, e ele teria que partir do zero e tentar fazer algo que se comparasse às composições geniais deles se quisesse gravar uma música própria. Mais do que ler tudo aquilo que se torna referência para você, o mais importante é escrever tudo que puder. Sim, este blog são minhas canções ruins de adolescentes do John e do Paul, espero que vocês não se importem.

Escrevi esse texto para mim. Para sempre que alguma vez que eu passar os olhos no blog e nos meus textos, eu achar que tem algum propósito e conter o impulso de deletar e esconder isso do mundo. E para continuar escrevendo. E, quem sabe, ficar bom nisso. Escrevi para mim, mas talvez sirva para mais algúem. É só arroz.

I'm Back

Opa, como é que tá?! Bem, quem acompanha o Blog e me perturba no Twitter pedindo posts sabe que estou a muuuuito tempo sem postar.

Bem, dentre os motivos estão trabalho, escola, dor de cotovelo, enfim, eu estava sem paciencia para criar um Post.

Outro motivo é que estava me sentindo obrigado a fazer posts diários, e como não tenho tempo para criar posts diários, resolvi acabar com a programação do Blog, ou seja, de agora em diante postarei o que eu quiser, como eu quiser e quando eu quiser.

Agora estou atualizando o Blog sozinho, então espero que entendam se ficar muito tempo sem posts denovo.

Tentarei sempre postar diariamente, mas sei que não conseguirei, mas fiquem tranquilos que de agora em diante o Blog terá pelo menos uma postagem por semana.

Ah, e sobre as coisas que eu postava na programação, continuarei postando, só que desta vez em dias aleatórios, e também posterei alguns textos e/ou artigos que gosto de escrever, então agora o Blog se tornará um pouco mais pessoal.